Lamento Operário
Te dei a carne, tu fez ferida
Te dei meu suor, um nome e uma família
Te pus um filho, te fiz mulher
Agora vem dizer que não me ama, que não me quer.
Te dei perfume e laço de fita
Te tirei da rua, ninguém mais te chama de puta!
Te dei um lar, mas você não sabe como é
Vive sorrindo e rebolando, me chamando de bobo pra quem quiser.
Na obra desfila e diz pro Negão:
“meu homem rala o dia inteiro
E ainda me dá de colher!
Mas eu gosto é de tapa na cara
E de um vadio me chamando de mulher!”
Tu me feristes menina mulher!
Seu corpo não diz,
mas mostra quem você é
marcas de desejo e vazio na alma.
Mas tua cegueira é impossível de curar!
Te mostrei meu amor e você não enxergou
Preferiu ser só mais uma sem ter á quem amar.
Tassiana Frank
Muito legal, já vi essa estória em vídeo!
Me enganei, é o conto Ele e Ela que virou vídeo…