Lamento Operário

 

Te dei a carne, tu fez ferida

Te dei meu suor, um nome e uma família

Te pus um filho, te fiz mulher

Agora vem dizer que não me ama, que não me quer.

 

Te dei perfume e laço de fita

Te tirei da rua, ninguém mais te chama de puta!

Te dei um lar, mas você não sabe como é

Vive sorrindo e rebolando, me chamando de bobo pra quem quiser.

 

Na obra desfila e diz pro Negão:

“meu homem rala o dia inteiro

E ainda me dá de colher!

Mas eu gosto é de tapa na cara

E de um vadio me chamando de mulher!”

 

Tu me feristes menina mulher!

Seu corpo não diz,

mas mostra quem você é

marcas de desejo e vazio na alma.

 

Mas tua cegueira é impossível de curar!

Te mostrei meu amor e você não enxergou

Preferiu ser só mais uma sem ter á quem amar.

 

                                               Tassiana Frank

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Sobre encontroedesencontros

Alguém que por meros devaneios de sua mente louca, sentiu vontade de dizer alguma coisa...

2 Respostas para “

  1. Alfredo Suppia

    Muito legal, já vi essa estória em vídeo!

  2. Alfredo Suppia

    Me enganei, é o conto Ele e Ela que virou vídeo…

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